Vinhos e safras: o que nos reserva 2015?

Você acha que 2015 será uma boa safra? Apesar das turbulências e flutuações econômicas vividas nesta temporada, ainda podemos ter esperança. Especialistas falam sobre o assunto ...

Se as estatísticas provam que muitos produtos agrícolas foram vítimas da seca, o calcanhar de Aquiles da videira é o excesso de água. Assim, após um verão dos mais secos, é seguro apostar que a vindima de 2015 sugere uma grande safra, que agradará em particular aos nossos vizinhos de labouteillerie.com. No entanto, essas previsões são tingidas de um declínio que não deve influenciar muito a qualidade do vinho. Profissionais estimam que a produção chegará a 46,5 milhões de hectolitros, queda de 1% em relação ao ano passado.

A França recupera o título de 1er produtor mundial

Esta é a primeira boa notícia, porque depois de dois anos dominados por chuvas e temperaturas excessivamente ideais, a França está finalmente recuperando seu status de líder mundial na produção de vinho. Isso não significa, porém, que devamos adormecer sobre os louros, pois esses números ainda podem ser influenciados pelas condições climáticas. Os especialistas afirmam ainda que as chuvas recentes podem aumentar o potencial de produção com o tempo.

Já na estimativa do ministério e atores da indústria, estamos nos aproximando da marca de 46 milhões de hectolitros. Tudo isso, é claro, independente dos problemas associados à onda de calor do verão e das temperaturas que retardaram o amadurecimento das uvas. 2015 será, portanto, uma boa safra e todos os players do setor podem estar muito satisfeitos com a produção.

Borgonha e Beaujolais não seguem

Embora muitas regiões tenham conseguido se safar e, portanto, contribuído para os bons números anunciados, Beaujolais e Borgonha não podem dizer o mesmo. Os grãos são extremamente pequenos nessas áreas, então a produção será 11% menor do que no ano passado. Para ser mais preciso, o Beaujolais sozinho registrou uma queda de -25%! Também na região de Champagne, esperamos uma diminuição de 11%, respectivamente -6% e -2% para Charentes e Alsácia.

De uma forma geral, pode-se dizer que o clima quente do verão acelerou o início da vindima na maioria das vinhas. Enquanto 2014 nos permitiu voltar a um cronograma bastante normal, 2015 não terminou revelando todas as suas surpresas. Apesar de tudo, esperamos que a qualidade esteja lá, mesmo que o volume seja menos importante do que nos anos anteriores. Resumindo, a maturação é ótima de acordo com os especialistas, e já podemos esperar sabores e vinificações promissores.

Em conclusão, recorde-se que 2015 não foi um ano fácil em termos de vinhos. Esta temporada viu muitas interrupções que inevitavelmente terão um impacto na produção. No entanto, os especialistas estão bastante otimistas e prometem uma vindima que fará as delícias dos amantes do vinho. A consulta é então feita no copo, para perceber!

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